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Evocação e Invocação Magística

  • 23 de mar.
  • 4 min de leitura
Evocação e Invocação Magística

Por Pedro H. Areas


Existem basicamente duas formas de convocar uma entidade ou trabalhar com energia: “Evocação” e “Invocação”. A evocação espiritual consiste em convocar uma entidade — seja um Daemon, espírito, ancestral ou elemental — de modo que o ser apareça fora do operador. Ao trabalhar com energia de forma evocativa, a força permanece sempre no exterior do magista e nunca dentro de seu corpo. Na evocação, não há um elo ou conexão direta de fusão.


A invocação consiste em trazer o espírito para dentro de si mesmo. O ser efetivamente entra no corpo do operador. Um exemplo é invocar um Daemon e este falar através do magista, usando sua voz para se comunicar. Frequentemente, quando isso ocorre, a voz pode mudar, tornando-se mais profunda, rouca ou diferente de alguma maneira. Durante sessões mediúnicas, é comum que o médium produza uma substância chamada “ectoplasma” para fornecer material luminescente a fim de que o espírito evocado se manifeste visivelmente. Isso é uma forma de invocação, pois há uma conexão direta entre o espírito e o canal.


Existem muitos seres diferentes. Uma lição fundamental que aprendemos é que, com os Daemons de Lúcifer, quando eles entram em nós, jamais nos causam dano. Permanecemos sempre conscientes e plenamente despertos. Quando falam através de nós, estamos cientes do que está sendo dito e raramente algo é forçado. Não se experienciam lacunas ou “tempo perdido”, como ocorre com aqueles que invocam seres angélicos. Anjos frequentemente se mascaram como Daemons. Existem entidades que NÃO são da linhagem de Lúcifer e, quando convidadas (geralmente anjos ou estirpes semelhantes), elas assumem o controle, causam danos à pessoa que as invocou e o indivíduo não terá memória do evento. Eles sofrerão com lapsos temporais e, muito provavelmente, outros problemas persistentes.


Lúcifer é o portador do conhecimento. Ele não tem razão para fazer alguém esquecer algo ou causar lapsos de memória para esconder sua presença. Pessoas que se aventuram com anjos e outras entidades astrais com as quais não estão familiarizadas podem enfrentar esses problemas e então, por ignorância e tolice, culpam “O Diabo”.


Alguns Daemons aproximam-se e gostam de interagir. Certa vez, em meu ambiente de trabalho, um colega me mostrou a foto de sua namorada. Senti um Daemon entrar em mim e ele disse: “vá em frente”. Comecei a fazer uma leitura dela. O colega ficou surpreso com a precisão. Naturalmente, era meu amigo Daemon falando através de mim.


A maioria dos textos disponíveis sobre feitiços e magia, devido à falta de profundidade (já que o conhecimento espiritual e magístico foi removido e obliterado pela igreja cristã), não apenas fornece instruções errôneas, mas orientações que podem ser muito perigosas ao se trabalhar com a Magia Negra, usando energia de morte e outras forças destrutivas.


Há uma grande diferença entre evocar e invocar. Quando invocamos energia ou espíritos, criamos um elo com essa força através de nós mesmos. Obviamente, se alguém estiver usando energia destrutiva ou de morte, isso pode ser muito perigoso. A invocação também inclui acumular energia dentro da própria alma e descarregá-la através da aura e/ou chakras. Isso cria um vínculo direto com o alvo.


A maioria dos feitiços de magia negra que falham ocorre devido a erros por parte do magista. Existem outras razões, como a vítima possuir uma aura poderosa capaz de defletir energia negativa; a vítima estar sob poderosa proteção espiritual (se alguém está sob a proteção de Lúcifer, nada pode tocá-lo) ou falta de timing por parte do magista.


Mesmo na magia branca, no que diz respeito à cura, podem surgir problemas para o magista que invoca a energia antes de aplicá-la. Sempre que a energia é invocada, estabelece-se uma conexão poderosa. Obviamente, ninguém em sã consciência desejaria se conectar diretamente a uma doença. Se o magista está trabalhando para prosperidade, poder pessoal ou outra aplicação positiva, então a invocação é desejável. Isso também se aplica a feitiços de amor e trabalhos de luxúria.

Deve-se conhecer a diferença ao realizar um feitiço, pois a ignorância ou má aplicação do que foi exposto pode resultar em um efeito de "backfire" (ricochete) ou outros resultados indesejados.


Exemplo - Evocando Energia de Morte: O magista avançado da Stregoneria deve estar familiarizado com esta energia. A energia de morte é prevalente em necrotérios, cemitérios, locais de batalhas, massacres e outros pontos de finitude. A energia é cinzenta, sombria e densa. O magista deve entrar em transe, cercar-se com a energia, mas NÃO absorvê-la para dentro de seu corpo. O magista deve direcionar a energia usando sua vontade e visualização em uma esfera ou outra forma. A energia deve ser condensada cada vez mais para ganhar poder. A forma criada pode então ser expandida ou contraída conforme a intenção do magista ao enviá-la ao alvo. Se for direcionada aos chakras da vítima, a energia deve estar bem compactada e "explodir" ou expandir-se ao entrar no corpo do alvo. Se a energia deve se aderir à aura da vítima, ela deve ser expandida para envolver toda a aura. Variações podem ser usadas de acordo com as preferências individuais de cada praticante da AMOA.

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Isenção de responsabilidade: As informações apresentadas neste site são derivadas da sabedoria tradicional da Bruxaria e destinam-se exclusivamente à informação e educação. Não se destina a diagnosticar, tratar, curar ou substituir cuidados médicos adequados. Consulte sempre um profissional de saúde antes de fazer qualquer modificação significativa na sua vida.

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